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Delegada Clarissa Lobo promoverá cadastramento para doação de medula óssea

14 de Agosto de 2017

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Em maio deste ano a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia já contabilizava mais de 4 milhões de cadastrados para a doação de medula óssea no País. Apesar do número parecer alto, ele é ínfimo diante da grande variedade genética do povo brasileiro, o que acarreta na incompatibilidade do material coletado.

 

Sensibilizada com a situação de quem sofre com a leucemia linfoide aguda, a delegada de Polícia Civil, Clarissa Lobo, lotada no município de Estância, decidiu arregaçar as mangas e fazer uma grande campanha de cadastramento de doadores de medula óssea na cidade. Vale ressaltar que Drª Clarissa carrega consigo uma linda história de superação: ela venceu um câncer de mama.

 

“Na verdade, eu sempre quis fazer uma campanha maior de doação de medula óssea, pois eu deixei de ser doadora quando tive o câncer de mama, por conta da quimioterapia eu não posso mais ser doadora. Com essa preocupação, desde 2014 que eu busco com que as pessoas ao meu redor estejam cadastradas. Mas nunca fiz uma ação tão grande”, explica a delegada.

 

E, em conversa com outras pessoas que assim como ela lutam para que mais chances sejam dadas àqueles que necessitam salvar suas vidas, Clarissa descobriu que podia levar o Hemose até a cidade de Estância para realizar um grande cadastramento de medula óssea.

 

“Fui até Rozeli, que é assistente social no Hemose, que é a porta de entrada para isso, conversei com ela e entrei em contato com Ellen que é da comissão organizadora da PM de um movimento que chama “Todos por Rômulo”, pois existe um policial militar chamado Cabo Rômulo, que está com leucemia e foi diagnosticado em fevereiro. Ellen me apresentou a Luan, que é um professor da Universidade Tiradentes de Aracaju, mas que tem boas ligações em Estância. Então nós três, eu Ellen e Luan, começamos a organizar o que seria o evento em Estância”, aponta.

 

De imediato, diversos parceiros abraçaram a iniciativa da delegada Clarissa, que vai acontecer na próxima quinta-feira, 17, na Praça Barão do Rio Branco, em Estância.

 

“Lá em Estância eu conto com alguns parceiros, a exemplo da Unit, da OAB, a Prefeitura que está cedendo técnicos e o espaço, Drª Georlize que está à frente da SMTT e da Guarda Municipal de Estância e está nos ajudando e orientando. O movimento terminou ganhando uma proporção maravilhosa. Uma farmácia vai ceder o café da manhã, as coisas estão se facilitando ao redor”, finaliza Clarissa.

 

 

COMO COLABORAR

Para ser um doador, primeiro, é preenchido um formulário de autorização para um teste de compatibilidade, no qual são retirados 4 ml de sangue. Cada amostra colhida é enviada para um laboratório em São Paulo, onde é feito o teste.

 

Depois dessa etapa, os materiais são enviados para a sede do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, e armazenados em um bando de dados. Caso alguma amostra indique compatibilidade, o órgão fica responsável por estabelecer o contato com o doador.

 

Para se habilitar à doação de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e não ser portador de doença infecciosa ou incapacitante. O procedimento de transplante pode ser feito de duas formas: por punção de veia periférica para o filtro das células-mãe ou por punção da medula diretamente da cavidade do osso. Cerca de uma semana depois, o doador pode voltar à sua rotina normal e a medula é recomposta em um período de 15 dias.

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