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Delegado palestrará em Audiência Pública sobre Direitos LGBT e LGBTfobia

19 de Outubro de 2017

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Recente decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal acatou parcialmente pedido liminar numa ação popular contra a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que orienta os profissionais da área a atuar nas questões relativas à orientação sexual.


A decisão causou a reação dos próprios profissionais, além de pessoas ligadas ao movimento LGBT por todo o país, uma vez que abre uma perigosa possibilidade de uso de terapias de reversão sexual.


E em Sergipe não foi diferente, tanto que, uma Audiência Pública está marcada para às 14h30 desta sexta-feira, 20, no Plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) com as presenças de Eleonora Vaccarezza, psicóloga e doutoranda em Psicologia, e o delegado de Polícia Civil, Mário Leony, membro da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT (Renosp LGBT).


"No contexto atual, estamos presenciando segmentos que defendem que a homossexualidade deve ser tratada como patologia ou desvio e que afirmam concepções que remontam as amálgamas de crenças retrógradas religiosas em versões superadas das ciências médicas e psicológicas", pontua a psicóloga Eleonora Vaccarezza.

 

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Intitulada "Direitos LGBT e LGBTfobia: uma análise a partir da decisão liminar sobre a resolução 01/99 do CFP", a audiência trará aspectos de como a resolução está pautada, o caráter científico da profissão, além de debater determinados aspectos de crenças sociais que acabam afetando o devido exercício da profissão de psicólogo.


"Esse é um debate que precisa ser colocado na ordem do dia diante da crise e fragilidade dos poderes constituídos em nosso país. Não podemos permitir o retrocesso diante dos avanços já obtidos na ciência e na jurisprudência pátria! Não podemos permitir o recrudescimento da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, inclusive a violência psicológica”, afirma o delegado Mário Leony.

 

A Psicologia reafirma o seu compromisso com uma profissão ética e pautada nos direitos humanos. "Esse Projeto de Lei, um PDC e mais essa liminar judicial, que vem solicitar que a adotemos uma nova interpretação para a resolução 01/99, são partes de um projeto mais amplo que visa reduzir direitos e tratar a homossexualidade novamente como uma doença, propor um tratamento que só promove mais dor e sofrimento a pessoas que já tem que lidar com uma sociedade LGBTfóbica. Por isso a importância de uma Audiência Pública no sentido de conscientizar não somente os profissionais da Psicologia, como também toda a sociedade a dizer não a este retrocesso".